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17 de abril de 2026
Exilado desde 2019, o bispo nicaraguense Silvio Báez criticou o que classificou como uma “falsa paz” imposta por regimes autoritários em seu país. A declaração foi feita em 12 de abril, durante celebração na Igreja de Santa Ágata, em Miami, segundo informações da Agência Católica de Notícias.
A Nicarágua está sob o governo de Daniel Ortega desde 2007. Nos últimos anos, o país tem sido alvo de denúncias relacionadas à restrição de liberdades religiosas e à atuação de autoridades contra diferentes grupos confessionais.
Durante a homilia, Báez relacionou sua mensagem a um episódio bíblico em que Jesus ressuscitado apresenta suas feridas ao apóstolo Tomé. O bispo afirmou que, assim como as marcas de Cristo ganharam novo significado, o sofrimento enfrentado pelo povo nicaraguense pode, no futuro, contribuir para processos de reconciliação.
Segundo ele, as dores vividas hoje podem se tornar lembranças históricas de um período de injustiça, com potencial para evitar que situações semelhantes se repitam. O religioso destacou que a superação desse cenário passa pela ação do tempo e por transformações baseadas em valores espirituais.
Ao abordar o tema da paz, Báez mencionou uma vigília conduzida pelo papa Leão XIV em 11 de abril, no Vaticano. Ele afirmou que a paz não deve ser entendida apenas como ausência de conflito, mas como uma condição que envolve justiça e liberdade.
O bispo também criticou modelos que associam paz a controle social ou imposição de ordem por meio da força. Segundo ele, práticas como repressão, prisões e exílio forçado são incompatíveis com qualquer conceito legítimo de paz.
Para Báez, os cristãos são chamados a atuar como promotores da paz, mesmo em contextos adversos. Ele ressaltou que esse compromisso exige perseverança e posicionamento diante de situações consideradas injustas.
Nos últimos anos, a relação entre o governo nicaraguense e a Igreja Católica tem sido marcada por tensões. De acordo com dados da própria instituição religiosa, centenas de líderes, entre bispos, padres e freiras, deixaram o país recentemente. Além disso, há registros de restrições a celebrações públicas, especialmente durante períodos como a Quaresma e a Semana Santa.
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